quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bem-vindo 2010!




   Não sei o que me aguarda nesse ano novo. Muitas surpresas ou tudo de novo, quem sabe?


    Dos meus planos, que pelo menos eu consiga fazer com que me entendam. Dos seus planos, que eu possa te traduzir, mesmo que seja sem ponto ou vírgula. Das pessoas e dos cães que eu amo, que continuem comigo pela eternidade, ultrapassando as estrelas. 
   Do meu SOL eu espero a eterna sombra e da  ESCURIDÃO as novidades que ainda estão por vir...


    Sejam felizes


   Amem! (Ou odeiem,  tanto faz, desde que seja amor...)
Mµlh뮆ðäs†Šömb®äs

Desejos Vãos


Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!

(Florbela Espanca)






sábado, 12 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009



Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões
E as palavras
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo ou se sou agua



Amor, meu grande amor
Me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir o que não sente



Que tudo que ofereço
É meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo



Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver
Que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor
Me reconheça



Amor, meu grande amor
Que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor
Por favor, me reconheça...
(Angela Ro Ro e Ana Terra)




terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Es
 cra
     va

Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor,
Eu te saúdo, olhar do meu olhar,
Fala da minha boca a palpitar,
Gesto das minhas mãos tontas de amor!

Que te seja propício o astro e a flor,
Que a teus pés se incline a Terra e o Mar,
Plos séculos dos séculos sem par,
Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor!

Eu, doce e humilde escrava, te saúdo,
E, de mãos postas, em sentida prece,
Canto teus olhos de oiro e de veludo.

Ah! esse verso imenso de ansiedade,
Esse verso de amor que te fizesse
Ser eterno por toda a eternidade...

Florbela Espanca